A diversificação é uma prática comum de bons investidores para gerenciar riscos através da aplicação do dinheiro em diferentes tipos e modelos de investimentos. Sua finalidade é mitigar a exposição aos riscos de um investimento em uma única oportunidade.

Quando um investidor aplica seu capital em diversas oportunidades - e das mais variadas modalidades -, ele não fica completamente refém da oportunidade, seja pela oscilação do mercado e outros motivos que levam o tomador a não pagar seu empréstimo.

Por exemplo: um investidor que aplica R$ 10.000,00 no modelo peer-to-peer pode colocar seu capital em uma única oportunidade ou fazer 10 investimentos de R$ 1.000,00. Apesar de ter investido o mesmo montante nos dois casos, com 10 investimentos de menor valor os riscos são reduzidos e seu rendimento final poderá ser menos prejudicado.
Se houver a inadimplência em um dos empréstimos, neste caso, o investidor ainda terá 90% de seu capital investido gerando rendimentos.
Além da diversificação em relação à quantidade de oportunidades, é importante que o investidor também escolha diferentes classificações de risco - no caso do peer-to-peer. Usando o exemplo acima, ele poderia realizar seus 10 investimentos em oportunidades que vão da classificação AA até a HR. Indo além, o investidor deve escolher oportunidades de segmentos distintos, pois, caso algum deles sofra com uma crise - e isso afete o pagamento do empréstimo por determinado tomador -, outro segmento não afetado irá evitar o comprometimento do capital investido.
Para finalizar, um bom investidor também diversifica suas modalidades de investimento. Peer-to-peer lending, mercado de ações, renda fixa e tesouro direto são alguns exemplos de diversificação.
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